terça-feira, 28 de maio de 2024

Our love is doomed to end

How could we trust

After what we’ve done

I'm a bee and you’re 

A stung 


I cry for help

And can’t even tell

There’s no one to talk to

Our love is a veil 


I die for you 

Our love is the fuel

I pour all over me 

Watch it hurt 

But would have done it 

Once more 


And once more

quarta-feira, 8 de julho de 2020

a reflexão dos feixes de luzes que batem no meu rosto
encontram o espelho
e retornam pros meus olhos
e me obrigam a ver

a triste face
vesga
cheia de marcas

um rosto perdido
separado
rasgado


quando foi que eu deixei
de
me
reconhecer?

re
conhe
ser
por que você não percebe o quanto temos em comum?!
o jeito que você gosta de poesia, o jeito que eu rio das suas piadas
mas não é suficiente pra você perceber 

então eu engulo o sentir
e ele tem um tamanho absurdamente cômico
e seria engraçado
mas por algum motivo não é
e eu nem me sinto engasgada mais


é difícil manter dentro do seu estômago
esse sentimento que cresce
porque vai me matando por dentro
e eu nunca vou ter coragem
de vomitar
o que eu sinto por você

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Fiz uma caiçara pro seu coração,
Nessa terra cinza e cotidiana
Inundada por Nanabozho, o deus da criação.
Envolvi gravetos de ternura e cresceram férteis
Plânctons de espécies verdógenas e apaixonadas.
Naquelas mesmas águas dessa laguna salgada
A mitologia Alonquim misturava-se
à sabedoria indígena,
Rato almiscarado da América boreal com mariscos diversos.
No nosso ninho de Yara e yemanjá, todas as culturas do mundo
Dançavam o nosso amor.
Celebrávamos e cantávamos aquela música:
“Oxalá, Tangara mirim,Ave Maria cheia de graça.”
Mas por obras malvadas de Anhangá ou por um tufão,
Não se soube de tamanha confusão
Nem de suas causas,
Soube-se só do resultado
No dia de São José.
Fomos Aracati, nos sertões do Ceará, cantarino na chapada do Araripe
Fomos secas
E plantamos sequidão.
Nos tornamos como dunas de areia e vacas magrelas de fome.
O xote foi se compondo e por fim tudo se acabou.
Nós acabamos e nos acabamos e tudo se acabou.
O sino da igrejinha escondida entre as árvores tocou.
E tudo se acabou.
E teus cabelos verdejantes de sorrisos, são memórias, pinturas rupestres,
Mas ainda assim
São só memórias.
E o nosso amor, de tão bonito, virou mito cosmogônico
E dizem
Que criou
O mundo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Arrisco uma poesia torta do meu muito sentir

Todos os poetas são unânimes
   Quando se proclama que o amor é uma dádiva
        E mesmo que lhe cause a morte
             A ele deve atribuir-se toda a graça;
Mas  quando sou influenciada
 Por todo esse lirismo,
Por esse céu a despencar,
Atrevo-me neste mundo moderno,
Ou pós talvez,
Tentar alguém amar.
                 Mas a verdade é que o mundo está quebrado,
             E a poesia não pôde repara-lo.
Amar nesses tempos
É   d  o i  d o
 É impossível
          E não creio que há beleza nisso,
A beleza está na teimosia de amar
 O não ‘descobrido’,
De amar o  errado
                                                                                     O não uniforme
Amar o que não está nas poesias
E ao mesmo tempo

Poetisa minhas palavras

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Lenhador Ausente

De todos esses teus dizeres
De nada pudeste ajudar-me,
E de todos aqueles prazeres
De pouco puderas acender-me,
Não pois que a chama era pouca
-Muito fogo se pôde ver-
Mas tão pouca lenha foi
Posta à queima.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Constantemente e invariável infeliz.

Esquivo do fardo da felicidade,
Ser melancólico é intenso,
É durável.
A felicidade, por sua vez, é efêmera e oscilante.
E não me há ânimo para tantas incertezas,
Para tantas surpresas.
A alegria, visitante ingrata,
Deixa-me órfão
E despe-me a alma,
As lágrimas
Inquilinos eternos
Oferecem-me lugar para nadar.